. Missing
. Karma?
. Paixão
. Não tem como ser muito di...
. Treinamento - Motivação -...
It's strange that those we miss the most
Are those we take for granted
John Betjeman
Ontem me aconteceu uma coisa muito engraçada. Saí na Chairs, uma nova baladinha de Porto, e tava lá curtindo um house muito bom. Daqui a pouco, chega um maluco e vem falar comigo. "Vem cá, tu não fez direito na PUC há um tempão atrás?" Sim, fiz, porque? "Pq eu me lembro de ti. Tu era louco. Botou fogo na aula. Depois foi fazer medicina, né?" Tu vê só, 12 anos atrás, eu fiz uma brincadeira, junto com o escroto do MArco Aurélio (só pra variar) e o cara se lembra de mim até hoje.
Agora olha o grau de responsabilidade que nossas ações tem. 12 anos. Uma bobagem. E o cara não esqueceu.
Então, mesmo sem acreditar (nem desacreditar), na existência de outras vidas, acho possível que algumas coisas possam ser explicadas pela lei do karma. Pô, se tu fez um lance muito trash pra alguém em uma vida, é possível que não tenha como a alma (caso exsita uma alma e a mesma seja imortal) esquecer aquilo. É possível. São aquelas antipatias inatas. Tu olha pra alguém e não consegue engolir aquela pessoa.
Por isso, apesar de às vezes eu esquecer, não dá pra agir irresponsavelmente na vida. Todas as ações geram conseqüências. E tudo começa na intenção. Manter uma intenção positiva e tentar fazer o bem.
Mas que é legal tocar fogo nas coisas e que a gente era escroto, isso é verdade.
Somos o que pensamos.
Tudo o que somos aparece através
de nossos pensamento.
Fale ou aja com a mente impura
e os problemas surgirão e te perseguirão
como a roda segue o boi que puxa a carroça.
Somos o que pensamos.
Tudo o que somos aparece através
de nossos pensamentos.
Com eles construimos o mundo.
Fale ou aja com a mente pura que a felicidade
te seguirá como uma sombra, inseparável.
Buda
Pois então, todo esse papo de neurolingüística, do filme "O Segredo", etc... tudo isso tá resumido aí em cima conforme o santíssimo Sr. Buda expressou.
Eu vejo isso com tanta clareza, tanta nitidez, que não consigo entender que outras pessoas não vejam. Quando uma coisa acontece comigo, sempre procuro ver onde anda minha mente. E sempre acho a resposta ali.
Meu velho é apaixonado pelo Vasco. Quando tem jogo do Vasco lá em casa, é uma expectativa. Se o time vai bem, alegria total, se quiser pedir uma grana, esse é o momento, se quiser dar uma notícia ruim, aproveita. Se o Vasco tá mal, fudeu. Não dá nem pra dar bom dia. Durante o jogo, é gritaria, xingamento, sofrimento e claro, emoção quando rola um gol. O velho fica literalmente cego. Fora isso, é adesivo do Vasco pela casa, é o emblema do time em tudo que é canto, é a super rádio Tupi ligada noite a dentro direto no ouvido da minha mãe a mais de 30 anos, tudo com mesma intensidade, e se bobear cada vez mais.
Tá certo que meu velho é do tipo emocional. Mas eu queria ter um pouco mais de paixão. Se apaixonar é correr risco. Risco de quebrar a cara, de sofrer, mas também risco de ser feliz. Se nós precisássemos comer apenas por comer, não ia ser necessário pro nosso organismo perceber tantos sabores diferentes. A paixão é isso, um tempero. Dá pra viver sem, mas então qual a graça?
Se apaixonar por alguém, pelo que tu faz, pelos teus hobbys, pela vida. Quebrar a cara, mas gritar gol com emoção de vez em quando. Vou chegar lá... Enquanto isso, dá-lhe Vasco.
Sempre que uma coisa foge um dos meus planos, em vez de ficar chateado, me esforço pra não julgar. A beleza da vida é justamente o inesperado, o não planejado, o inusitado.
Mas é foda, quando tem uma coisa que tu passou dias programando e pá, na última hora, mudança de planos...
Vai saber. A vida é muito massa. 1s a mais ou a menos e tudo pode mudar. Um sorriso, um perfume, uma palavra, um pensamento.
Agora, como dizia o mestre Uchôa: se o cavalo passar encilhado na tua janela, pula, depois pergunta pra onde vai.
E vamos trabalhar . :-(
Bem sabem os japoneses que o gostoso está justamente em não falar, ao contrário do que diz a piada da ilha deserta com a Cláudia Schiffer...
IWANU GA HANA
ou
NOT SAYING IS THE FLOWER
ou
NÃO FALAR É A FLOR.
Domingo perfeito. Casa nova, vista pro Guaíba, chuvinha, smooth jazz rolando no meu Ipod, coração tranqüilo, mas levemente melancólico, com tempo livre e sem preocupações.
O que me faz pensar que a solidão é muito mais um estado de espírito e uma sensação de insatisfação em estar consigo mesmo do que a falta de uma companhia. Não é só isso, mas tem muito disso...
Esses dias, conversando com um colega meu, ele expressou uma idéia que eu tinha comigo, mas nunca tinha conseguido colocar em palavras. A gente tava falando sobre um outro colega nosso, gordo, que só faz merda. O cara só faz cagada. E daí meu amigo falou: "Olha, se tu pegar uma pessoa, tu percebe que no geral, ela se comporta mais ou menos igual em todas as situações. Em casa, no trabalho, no lazer. Não tem como ser muito diferente em uma coisa e em outra". Sim, porque o eixo, o centro de gravidade, a personalidade, apesar de trocar as máscaras, continua, em sua essência, sendo a mesma. O cara é gordo porque é preguiçoso. Não faz esforço pra não comer nem pra queimar mais caloria. No trabalho é a mesma coisa. Faz um serviço porco porque tem preguiça de fazer o certo, que dá trabalho, claro. Se atrapalha todo pra administrar a escala da equipe porque tem preguiça de registrar as informações importantes. E assim vai. E a cada cagada que ele faz, tenta justificar com uma mentira ou uma invenção.
Pois então, falar dos outros é fácil né. O que me assusta é saber que de alguma forma que eu não enxergo, eu também sou assim. Todo mundo vê, algumas pessoas às vezes até me falam, mas eu continuo não me dando conta. Me faz lembrar de uma imagem comum nos hospitais: os pacientes caminhando no corredor, com aquele avental que deixa a bunda de fora, rindo dos que estão na frente, sem se dar conta de que eles também estão com a bunda aparecendo.
Por isso é bom ter inimigos. Eles não tem muito pudor em esculachar a tua bunda aparecendo. Tu até fica brabo, mas eles estão prestando um grande serviço.
Dessa forma, para o ano que vai começar, tomei duas decisões importantes: me abster de falar sobre a bunda alheia e adquirir alguns inimigos.
Um excelente 2008 para ti velho.
Sempre repito a mesma coisa. Acho que tudo na vida é treinamento. Tudo. No GNT passava um programa genial chamado de Tudo é possível. Eles pegavam um mané qualquer e colocavam o cara pra aprender alguma coisa totalmente nova. Por exemplo teve um que o cara era um gordinho corretor de seguros. Em 1 mês, ele tinha que se transformar em um dublê de filmes de ação. Claro, o cara tinha uma mega estrutura a disposição pra treinar ele: um dublê profissional, professor de teatro, personal pra colocar ele em forma, etc... No final do programa, sempre tinha uma prova, mesclando 4 amadores e mais o "fake", onde 3 juízes tinham que descobrir quem era o impostor. E muitíssimas vezes o cara não era descoberto. Esse programa sintetiza o meu pensamento: claro que tu não vai virar um Pelé, mas com treinamento, dá pra jogar na segunda divisão da Europa e ganhar uns trocos. Como diziam os Rolling Stones: you can't always get what you want, but if you try sometimes, you just might find, you get what you need.
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O que me serve de gancho pra uma outra divagação. Se tudo na vida é treinamento, então motivação é tudo na vida. Pq se com treinamento tu consegue quase qualquer coisa, então o que tu precisa pra atingir um objetivo é motivação pra persistir treinando.
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Logo que eu comprei o Fifa Soccer 2006 pro meu PC, não conseguia nem jogar no teclado. Não dava, me descordenava total. Aí comprei um joystick e decidi que ia ficar bom naquela merda de qualquer jeito. No começo só jogava contra time fácil e ainda perdia. Aí fui começando a empatar. depois, às vezes ganhava, às vezes perdia, ficava puto, mas continuei jogando. Comecei a ganhar sempre dos fáceis, empatava com os médios, perdia dos difíceis e assim foi indo. Até que consegui disputar o campeonato italiano e ganhar todas as partidas, socando 5 a 0 direto na maioria dos times.
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Levando em conta que com treinamento e motivação eu posso alcançar qualquer coisa, vem a grande pergunta. O que eu quero alcançar?